quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Final


Havíamos acabo de transar, éramos desconhecidas. É incrível como depois de gozar, neste caso, tudo torna-se meio impessoal. Eu sentei na beirada da cama, peguei o maço de cigarros que deixei no criado mudo, ascendi um e encostei a cabeceira. Ela me olhava curiosa.

- O que você faz?
- Escrevo. (tragando o cigarro)
- Sobre o que?
- Sobre o que eu penso, pequenas epifanias, contos, romances...
- E tá escrevendo alguma coisa agora?
- To trabalhando em um conto, mas não consigo terminá-lo.
- E por que não?
- O caso é que não sei que fim dar. Tudo que escrevo geralmente é bem pessoal, tem tudo e todos a minha volta. Eu sou “sujeito” das minhas histórias, mas sempre soube separar, sempre soube viajar em possíveis finais irreais. Agora neste caso... Sabe quando você não consegue pensar em nada?  É como se eu fosse um livro inteiro e tem tudo isso que já escrevi, mas parei. O resto das páginas pra frente, é como se estivessem em branco. Eu não consigo ver, projetar, eu não consigo terminar.
- Sobre o que é?
- Um garoto que se apaixona por uma mulher mais velha.
- E o que isso tem a ver com você?
- Conheci uma mulher, ela não é mais velha, mas me faz sentir assim, um garoto.
- Me da um cigarro?
- Você não disse que não fumava?
- Não fumo, mas me deu vontade.
- Está bem! Pega um. (estendendo o maço)

Ela pos o cigarro na boca sem jeito nenhum, e eu ascendi pra ela. Na primeira tragada, teve um ataque de tosse. Eu ri, ela se irritou.

- Qual é a graça?
- Por que isso menina?
- Você faz com que eu me sinta uma garota.
- Você mal me conhece.
- Estou me sentindo uma garota agora.

Peguei o cigarro das mãos dela e apaguei. Ela me olhava assustada, eu a beijei. O gosto do cigarro me excitava. Beijei-lhe a nuca e a provoquei sussurrando sacanagens ao pé do ouvido. A cada sacanagem dita, ela estremecia em meus braços, completamente entregue, vulnerável a mim. Beijava-lhe os seios, a sentia com vontade. Enquanto a tocava, ela gemia baixinho e quanto mais a penetrava, mais os gemidos  aumentavam junto. E assim eu continuei até chegar ao descontrole sem pudor. E com a voz falha de tanto tesão, ela dizia ao pé do meu ouvido:

- Isso! Eu vou gozar, eu vou gozar... (repetidamente)

E gozou! Enquanto ela terminava, eu gozava vaidosa e satisfeita. Sabe, uma mulher pode acabar com a minha criatividade e às vezes eu penso até em evitá-las. O problema é que ao mesmo tempo em que me tiram a criatividade, carregam consigo algo que em instantes pode devolvê-la: A BUCETA. Talvez aquela fosse uma boa sugestão para um final, talvez fosse disso que eu precisasse. Muito tesão, uma buceta e trepar até gozar.Que final poderia ser melhor que um bom orgasmo?



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